Criadores mineiros de tilápia agora têm associação
 
Está sendo criada em Minas Gerais a Associação Mineira dos Criadores de
Tilápia (Minas Tilápia), que tem por objetivo facilitar a troca de
experiências, conhecimentos, o aprimoramento do processo de criação, a compra
em comum de insumos e melhores condições de negociação do produto. Também será
criado o selo de qualidade Minas Tilápia, para dar mais segurança ao mercado
consumidor, além de um conselho técnico para prestar consultoria aos
criadores.
Inicialmente, a Associação será formada por um grupo de 30 criadores, com
capacidade de produção aproximada de 260 toneladas ao mês e capacidade de
processamento, em quatro frigoríficos, de 20,5 t/turno/dia (60 t/dia).
"Esses produtores representam a linha de frente tecnológica no Estado. Eles
estão se unindo em busca de mercado interno, que é grande e não conhece bem o
peixe. Quando estiverem estruturados e fortalecidos vão exportar para a
Europa, Estados Unidos e Ásia", afirma o coordenador de Piscicultura da
Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais
(Emater-MG), José Eduardo Rasguido, que está coordenando a formação da
Associação. "A Emater-MG vem recebendo pedidos de exportação de tilápia,
motivo pelo qual estamos organizando a exportação", afirma Rasguido.
"Temos um mercado internacional comprador, mas ainda não temos condições de
atendê-lo. Com a criação da Associação pretendemos estimular a criação de
outros frigoríficos para conseguirmos escala para exportação", afirma Ronaldo
Brandão Vieira, dono da Piscicultura Vale do Peixe, em Felixlândia.
Na piscicultura Vale do Peixe, a produção mensal é de 11 toneladas de peixe. O
frigorífico tem capacidade de processar 3 toneladas por dia, que significa uma
necessidade de comprar 70 toneladas de peixe por mês de outros piscicultores.
"Uma vez estabelecidos e consolidados os processos de produção, processamento
e comercialização, a Associação vai adquirir produtos dos pequenos produtores,
que poderão comercializá-los nos frigoríficos mais próximos", afirma Eduardo
Rasguido.
Os organizadores da Minas Tilápia se reuniram esta semana, na sede da
Emater-MG, para formação de chapa única visando a eleição da diretoria. A
votação está marcada para o dia 1° de dezembro e a posse está programada para
10 de fevereiro de 2006, também na sede da Emater-MG, com exposição de
produtos derivados do peixe.
Da tilápia tudo se aproveita. Apesar de o filé ser o principal produto da
Associação, destinado ao mercado interno, o peixe será utilizado
integralmente, inclusive o couro, para artesanato. As vísceras se destinarão à
alimentação de outros animais e a carcaça, após processamento em uma máquina
que separa o espinho da polpa da carne, será utilizada na merenda escolar e na
fabricação de uma variedade de salgados empanados.
Os quatro frigoríficos de Minas Gerais produzem filé de tilápia. Um deles, em
Espera Feliz, também produz artesanato com o aproveitamento do couro, que em
Matozinhos é aproveitado para confecção de calçados. Os de Juiz de Fora e
Funilândia produzem salgados empanados.
Outra vantagem é que a tilápia não tem espinho em Y (muitas vezes causa o
engasgamento) como as espécies nativas (piau, tampacu, pacu, etc.), tem carne
branca com pouca gordura e sem cheiro acentuado. O consumo desta espécie está
aumentando no mercado internacional, por ter Ômega 3 na gordura, o que
beneficia a saúde.
O consumo de peixe em Minas Gerais está em torno de 4 quilos por pessoa por
ano, sendo que 40% é de tilápia. A Organização Mundial de Saúde recomenda um
consumo de 20 quilos por pessoa ao ano.

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