Curtume especializado em couro de jacaré
 

"Curtir couro de jacaré não é fácil. É um dos couros mais rígidos e fibrosos que existe", afirma Luiz Estevão Bocchi, técnico em química, biólogo e dono do curtume Arte da Pele, situado no município gaúcho de Estância Velha. Ele foi premiado na 30ª Fimec 2006 - Feira Internacional de Couros, Químicos, Componentes e Acessórios, Equipamentos e Máquinas para Calçados e Curtumes, que está sendo realizada de quarta-feira (5) a sábado (8), em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. O evento é considerado o segundo no ranking mundial do setor de componentes, equipamentos e máquinas da cadeia produtiva coureiro-calçadista e a maior feira na América Latina do setor. "Foi a primeira vez que me inscrevi no prêmio Fimec", revela Bocchi. São dezesseis anos de pesquisas, estudos, experiência e aperfeiçoamentos. "A tecnologia é nossa e é segredo industrial. Continuamos desenvolvendo, a cada dia", diz orgulhoso o empresário, que foi premiado com o melhor curtimento de couro do evento internacional. Bocchi está expondo o resultado de seu trabalho no estande da Associação Mato-grossense dos Criadores de Jacaré do Pantanal na Fimec 2006. "O couro do jacaré é mandado para ser curtido no Rio Grande do Sul, no curtume Arte da Pele", conta Cíntia Justino, gestora do Projeto de Animais Silvestres do Sebrae em Mato Grosso. Atualmente três empresas de Cáceres e um grupo de 35 criadores independentes de Poconé participam do projeto do Sebrae em Mato Grosso. No estande na Fimec 2006, estão sendo expostos e comercializados bolsas, sapatos, cintos, chapéus e até jóias, que misturam couro de jacaré e aço cirúrgico. "Estamos agregando couro de jacaré em diversos produtos", acrescenta Cíntia. O Projeto de Animais Silvestres foi iniciado há dois anos e seu enfoque está na criação de jacarés em cativeiro. Na região de Cáceres, existem atualmente 75 mil animais em criatórios, segundo a gestora do projeto. Antes, a maior parte deles era abatida e o couro era vendido cru, sem beneficiamento. Devido ao incentivo da Instituição, o couro está sendo enviado à Estância Velha para ser curtido. Depois, ao retornar a Cáceres, novos produtos são fabricados. O consumo da carne de jacaré também está sendo estimulado pelo Sebrae local. "Esta é a primeira vez em que os criadores de jacaré do Pantanal mato-grossense estão na Fimec", revela Cíntia. Com direito a participar da feira e rodada de negócios, da qual 18 países compradores estão presentes. A maior preocupação dos estrangeiros é quanto à legalidade da origem do couro. O Ibama é apoiador do Projeto de Animais Silvestres do Sebrae em Mato Grosso e, assim, eles se sentem seguros em relação à procedência correta do produto, esclarece a gestora. O couro do jacaré está sendo apresentado na feira com muito sucesso. "São mais de cem cores no couro de jacaré", explica Bocchi. As pessoas que consomem produtos feitos com couros exóticos têm um desejo particular de ostentar, pois custam mais, explica. Bocchi também faz curtimento de couro de cobra, chinchila, avestruz, ema, capivara, rã, tartaruga e coelho. "O couro do jacaré é mais bonito e durável do que o bovino", conclui.


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